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Biografia do Vinicius de Moraes

A música popular brasileira nunca mais foi a mesma após o talento de Vinícius de Moraes. Ele foi um grande poeta, mas principalmente foi escritor de grandes composições e até mesmo fundou um novo movimento musical na década de 50 – a Bossa Nova.

Além disso, também foi um diplomata e dramaturgo. É impossível um brasileiro não conhecer uma sequer das composições de Vinícius de Moraes, sendo que uma delas é, simplesmente, Garota de Ipanema.

A seguir, você irá conhecer a trajetória de vida desse grande compositor, como e quando surgiram suas primeiras ideias e muito mais. Confira!

Biografia do Vinicius de Moraes

Marcus Vinicius Melo Morais, ou apenas Vinícius de Moraes, nasceu no dia 19 de outubro de 1913, na cidade do Rio de Janeiro – não é à toa que o Rio se tornou um grande cenário para seu maior sucesso.

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Seus pais eram Clodoaldo Pereira da Silva e Lídia Cruz, respectivamente, um funcionário público e poeta e uma pianista. Vinicius sempre demonstrou seu interesse pela poesia, e pode se dar esse interesse por conta da presença de seu pai.

Seu primeiro contato com a música, e onde pode começar seu aperfeiçoamento, foi através do coral da igreja do qual fazia parte. Aos 15 anos de idade, Vinicius de Moraes já produzia suas primeiras letras musicais.

Aos 16 anos, ainda bem novo, ele ingressou na Faculdade Nacional do Rio de Janeiro, no curso de Direito. Ele se formou 4 anos depois, em 1933, e também foi quando ele publicou seu primeiro livro de poemas. O livro se chamava O Caminho Para a Distância.

Vinicius de Moraes teve grandes amigos no meio literário, como Manuel Bandeira, Mário de Andrade e Oswaldo de Andrade. Todos grandes poetas.

No Ministério da Educação, Moraes trabalhou na censura cinematográfica até o ano de 1938. Ao receber uma bolsa de estudos, largou o trabalho e se mudou para Londres, onde teve a oportunidade de fazer o curso de Literatura Inglesa na Universidade de Oxford.

Esse foi um grande momento na vida de nosso poeta, afinal, trata-se de uma universidade de grande prestígio no mundo todo.

Até o ano de 1939, Vinicius trabalhou na BBC de Londres, outra grande oportunidade, e regressou ao Brasil no ano seguinte (1940). O jornal “A Manhã” foi o responsável por lhe dar o emprego que iniciaria sua carreira como jornalista – ele escrevia críticas sobre o cinema da época.

Formado em Direito, Vinicius conseguiu a aprovação no concurso para se tornar um diplomata e, com isso, foi para os Estados Unidos da América – onde assumiu como vice-cônsul, na cidade de Los Angeles.

Depois disso, chegou a servir em Paris e Montevidéu, regressando para Paris novamente depois disso.

Apenas em 1964 que Vinicius de Moraes regressou ao Brasil, o que dessa vez seria de forma definitiva. Quatro anos depois, em 1968, ele foi aposentado compulsoriamente pelo Ato Institucional Número Cinco.

Isso aconteceu, pois ele acabou ficando mal visto para o governo militar que ocupava o Brasil na época, e o motivo era por ser artista e por beber. Com isso, se seguiu sua demissão do serviço diplomático. Ele teve uma carreira de 26 anos na área.

Vinicius de Moraes teve grande destaque em seus poemas, se tornando um poeta importante para a Segunda Fase do Modernismo.

O início da Bossa Nova

Vinicius estreou o musical que chamava Orfeu da Conceição, que aconteceu no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Dentre os grandes nomes envolvidos, temos o cenário que foi obra de Oscar Niemeyer e a parte musical por parte de Tom Jobim – que seria seu parceiro na criação de Garota de Ipanema.

Neste momento é considerado onde se deu início a Bossa Nova.

As criações de Vinicius eram fenomenais e, baseado em uma peça de teatro de sua criação, o filme Orfeu do Carnaval ganhou prêmios importantes – sendo eles a Palma de Ouro de Cannes e o Oscar de melhor filme estrangeiro.

Vinicius de Moraes e a música

Mesmo que tenha começado sua carreira musical em 1927, ele só conseguiu se consolidar neste meio na década de 50. Claro, foi nessa época que o trio de ouro (Vinicius, Tom e João Gilberto) criaram a Bossa Nova.

Tom escrevia as músicas e Vinicius entrava com as belas letras, criando obras únicas e inestimáveis.

Dentre essas criações, em ordem de criação, temos:

  • Eu Sei Que Vou Te Amar (1958);
  • Chega de Saudade (1958);
  • Garota de Ipanema (1963);
  • Minha Namorada (1964);
  • Arrastão (1965);
  • Samba em Prelúdio (1962);
  • Canto de Ossanha (1966);
  • Gente Humilde (1970).

A parceria que foi criada entre Vinicius de Moraes e o cantor “Toquinho” rendeu as que se tornaram suas principais letras, de maior sucesso. São elas:

  • Aquarela;
  • A Casa;
  • As Cores de Abril;
  • Testamento;
  • Maria Vai com as Outras;
  • Morena Flor;
  • Tarde em Itapuã;
  • A Rosa Desfolhada;
  • Para Viver Um Grande Amor;
  • Regra Três.

A vida e a morte de Vinicius de Moraes

Vinicius tinha uma parte preferida em sua casa, como todos nós, e a dele era sua banheira. Ele adorava passar horas nela, pensando e criando.

Ele chegou a se casar nove vezes, com mulheres diferentes, e desses casamentos teve um total de 5 filhos.

Em seus últimos anos de vida, Vinicius sofria de diabetes e precisou abandonar sua bebida preferida pela saúde – o uísque.

Vinicius de Moraes morreu no dia 9 de julho de 1980, aos 66 anos de idade, na cidade maravilhosa do Rio de Janeiro e da Garota de Ipanema.

O motivo de sua morte foi um edema pulmonar que acabou comprometendo seu coração, que não resistiu.

Quando morreu, Vinicius estava trabalhando na composição da trilha sonora do programa “Arca de Noé”, que era para o público infantil.

Conclusão

Vinicius de Moraes fez muitas coisas em sua vida, viajou, se casou, teve filhos, criou grandes letras e conseguiu tornar o seu nome em algo inesquecível para os brasileiros.

Até hoje, Garota de Ipanema e outras composições são tocadas nas casas de todo o Brasil.

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